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Matéria especial Key/Visual arts e um ano de "Broken Hearts"!
Posted by DeCyber | quarta-feira, 30 de julho de 2008
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Prefácio
Pois é, minna san... Nem parece, mas o The Key completa um ano de formal existência hoje, no dia 6 de agosto!
"Bem... como assim formal?", você diz...
Não é de um ano atrás que "protótipos" para o que hoje é este blog existiram, faz mais de dois ou mais anos que eu comecei a fornecer aos fãs dos trabalhos da Key alguma coisa...De começo, apenas jogos e músicas para download, mas depois o The Key se tornou algo cada vez mais complexo e mais completo. Nem eu acredito que o projeto em si chegou a este nível, de modos que pode ser considerado um ponto de referência a todos os fãs das obras da Key/Visual Arts...
Os agradecimentos vão a todos vocês, fãs dessas obras, e a equipe atual do The Key of the Broken Hearts e a todos os amigos e parceiros do blog, como o NETOIM! (Blog do Carlírio, também parte da equipe do The Key) e o Subete Animes (O ótimo blog do Leandro e que faz juz ao nome que possui)!
O presente deixado aos fãs é mais uma matéria especial, feita mais uma vez em, parceria com o Subete Animes e o NETOIM!
Diferentemente da matéria especial do Centenário, entretanto, vocês poderão ver todas as partes da matéria na íntegra!
Para os que se interessatram, eis aqui as partes dessa matéria:
-> O The Key of the Broken Hearts irá apresentar o histórico da produtora;Diferentemente da matéria especial do Centenário, entretanto, vocês poderão ver todas as partes da matéria na íntegra!
Para os que se interessatram, eis aqui as partes dessa matéria:
-> O Subete Animes irá apresentar a parte referente às adaptações animadas dos jogos da Key;
-> E o NETOIN! irá apresentar sobre os jogos oficiais e doujins.
As outras partes podem ser conferidas nos links logo acima referentes aos assuntos apresentados pelos blogs, e lembrando que várias outras informações e curiosidades podem ser lidas aqui mesmo, no The Key of the Broken Hearts!
Felicitações a todos!
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------Felicitações a todos!
Mas afinal... O que é a "Key"?
![[seemsStrange.png]](http://1.bp.blogspot.com/_J_Cr87TjPlg/SI_PWa-e59I/AAAAAAAAAJA/lcdzqS1q0S8/s1600/seemsStrange.png)
Calma, Nayuki... Não é nada que vá tirar seu sono...
Acho que já estava mais do que na hora de responder a esta pergunta...
Não que seja algo difícil de descrever, mas há uma certa quantidade de equívocos feitos quando se cita a Key/Visual Art's - Incluindo um curioso fato no qual alguém cita a Key como se ela mesma tivesse feito as adaptações em anime dos próprios jogos!Não duvido que muitos poderiam pensar erroneamente que a Key seria uma empresa titânica que faz quase de tudo...
Devido a isso, é bom fazer uma pequena observação: O fato da "barra" que aparece quando se cita "Key/Visual Art's" é devido ao fato de que, a bem da verdade, a Key e a Visual Art's são duas empresas diferentes.
As duas empresas se relacionam por uma espécie de "corporação" ou "parceria" descrita como "empresa de capital aberto". De um modo "formal", o capital (investimento inicial) nesse tipo de empresa é composta de ações (Uma fração do capital de cada empresa componente da corporação ou parceria) contidas na bolsa de valores. Quando uma das empresas componentes da corporação decide sair, as restantes lançam ações da empresa para compensar a perda decorrente da saída.
A grosso modo, cada empresa ajuda com um pouco. Se uma delas sair, as demais lançam ações da empresa pra compensar a saída.
Feita a devida ressalva, voltemos a devida descrição...
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Key
A Key por sí só é um estúdio de Visual Novels (Que muitos consideram erroneamente equivalentes aos simuladores de namoro hentai por terem características e jogabilidade semelhantes, mas na verdade seriam um sub-gênero de jogos de aventura, como os jogos das séries Myst e Syberia) japonesa fundada em 1998.A empresa é conhecida pelo conteúdo dramático e orientado ao roteiro das histórias de seus jogos. Geralmente, a Key lança inicialmente versões adultas de seus jogos para computador, posteriormente lançando versões "livres" (mais conhecidas como ALL AGES) para consoles domésticos (Playstation 2, Playstation portátil e Dreamcast) juntamente com outras empresas, como a Interchannel (Consoles em geral) e Prototype (Playstation portátil e celulares). As versões de console também contam com a adição de vozes para os personagens, algo não frequente nas versões de computador.
Key Sounds Label e Key Radio
Não que sejam necessariamente "empresas", mas a Key Sounds Label e a Key Radio foram criadas pela própria Key. Logo, merecem uma rápida descrição, não é verdade?
Em 2001, a Key cria o selo Key Sounds Label, que passa a ser a "etiqueta da gravadora" de todos os albuns lançados pela Key (A exceção dos três primeiros albuns lançados pela mesma antes da criação do estúdio). As músicas do Key Sounds Label são todas compostas pelos próprios compositores da Key, além de alguns OSTs cantados, como o Love Song.E, no final de 2007, a Key também lançou um programa de rádio via internet com respeito a própria empresa e aos jogos por ela criados, simplesmente chamado de Key Radio. Tais programas estavam disponíveis para download, além de poderem ser conferidos no canal do Youtube da Visual Arts.
Depois disso, vocês devem estar se perguntando: "E como fica a Visual Art's" nessa história toda, afinal!?"
Bem, a Visual Art's é uma companhia de publicação fundada em 1991, especializada em publicar Visual Novels de uma extensa lista de desenvolvedores de jogos - O que implica dizer que a "Visual Art's" não é mera e simplesmente uma parte da Key...Também é ela a responsável pelo desenvolvimento da engine (o motor do jogo) usada por estes desenvolvedores, como as conhecidas AVG32 (Não o antivírus. É a engine das primeiras versões de Kanon e AIR) e RealLive (Engine em uso nos jogos da Key desde Clannad), além de estar envolvida no desenvolvimento de portas de jogos publicados pela empresa para aparelhos celulares, gerenciada pela Prototype.
Não fosse o bastante, também se deve a Visual Art's o lançamento da revista online VisualStyle desde outubro de 2007 e o lançamento do Visual Channel do Youtube, onde podemos ver vídeos relacionados aos jogos das empresas sob influência da Visual Art's...
Oras... Que droga de descrição seria essa se eu ousasse não citar a KineticNovel!?
De fato, a KineticNovel merece uma explicação a parte. Isso porque a KineticNovel é uma marca da Visual Art's que é dada aos jogos conhecidos como... Kinetic Novels.Uma Kinetic Novel é semelhante a uma visual novel, mas que não possui nenhum tipo de escolha que possa influenciar no modo como a história evolui - Sem mencionar o fato do jogo ser mais curto que uma Visual Novel comum. Devido a estas características, uma Kinetic Novel nem pode ser descrita como um "jogo", mas como uma espécie de "livro", já que o jogador simplesmente passa pela história inteira do jogo enquanto o "joga".
A Marca pode não pacere grande coisa de começo, mas foi sob esta marca que foi lançado o quarto (e mais curto também, mas nem por isso menos conhecido ou mesmo amado pelos fãs) jogo da Key: Planetarian - Chiisana Hoshi no Yume.
Parece estranho tal título pra você? Pois pense mais a respeito...
Afinal, a Key existe há mais de 10 anos, e com todo este tempo, "só" tem uns poucos títulos por ela lançadas (Seis jogos, e Rewrite, o sétimo jogo já anunciado, em desenvolvimento)!!!Não te soa estranho? Ou você é daqueles que só conhecem a casa das portas do Inferno, ou mesmo o cara com uma torneira no lugar do olho...?
Então, considere algumas empresas da área de jogos antigas e ainda hoje em funcionamento:
-> a Eletronic Arts, por exemplo, deve possuir mais de 200 jogos com seu nome e seu logo, nem que seja só na caixinha do jogo...
Claro, a EA desenvolveu os FIFAs e Need For Speeds da vida, mas ela também leva seu nome (e seu logo como vídeo de abertura da maioria dos jogos) em Black & White (Da Lionhead Studios), Dungeon Keeper (Da falida Bullfrog – e cujos programadores foram empregados pra fazerem jogos da série de Harry Potter! Que o Dono do Calabouço envie o “Horny” pra EA com urgência...) e da série Command & Conquer (C&C Renegade, por exemplo, não foi feito pela EA, e sim pela Westwood Studios). Daí você "tira"...
-> a Interplay, embora falida, tem seu dedo numa pá de jogos interessantes...
Vamos considerar que é da Interplay a “honra” de ter lançado o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa totalmente 3D (e ainda com jogabilidade em 360 graus) com Descent (Isso SIM deve ter “matado” John Romero!).
Também foi dela os direitos sobre a franquia Fallout, um dos melhores RPGs de todos os tempos, e dos tão conhecidos MDK, Sacrifice in name of the Gods e Giants: Citizen Kabuto – E todos à venda em nossas terras, o que os tornam BEM conhecidos pelas bandas de cá. E, mesmo com jogos bons...
-> a CAPCOM e seu "império do Hadouken" também possui uma diversidade de jogos, e isso sem contar os Megamans e Street Fighters da vida... A propósito, alguém já ouviu falar em... Chaos Legion?
Bem... alguma coisa deve explicar o fato da Key ser tão bem conhecida...
Não que a Key deva ser uma "Blizzard" da vida, que não se cansa de lançar patches pra Diablo e Starcraft (E esses dois só não são mais antigos do que o primeiro Warcraft!)...
Deve ser porque eles fazem jogos bons, não acham?
E de fato, a Key é conhecida justamente pelas histórias de teor dramático de seus jogos. Nesse ponto, eu poderia qualificar a Key como “A ID Software das Visual Novels”...
Mas claro... tudo teve um começo... E no caso da Key, as "origens" remontam ao tempo em que nem ao menos a "Key" existia...
De início, os membros que fundaram a Key em 1998 anteriormente trabalhavam na TATICS. Na época de Dõsei, primeiro jogo da empresa, quatro dos principais membros da Key (Dentre eles Shinji Orito, que participa na criação das músicas, e Itaru Hinoue, responsável pela parte gráfica) trabalharam em seu desenvolvimento. Após Dõsei, os demais membros que posteriormente fundariam a Key trabalharam em One e MOON. (E sim, o nome deste jogo tem esse ponto final mesmo).
Após o lançamento de One em 1998, este grupo foi transferido para a Visual Art's, onde lá eles criaram a Key - Cujo nome foi escolhido por maioria de votos. Através da experiência adquirida no desenvolvimento de One (que, por um acaso, seria um "precursor" da tendência do modo como as Visual Novels são criadas hoje em dia), a Key lança seu primeiro jogo, Kanon, em 4 de junho de 1999...
Kanon (isso considerando a 1º versão lançada do jogo), embora qualificado como adulto devido as cenas de sexo contidas no jogo, tinham uma quantidade mínima dessas cenas (Dá pra contar nos dedos o número de imagens do tipo, e Kanon tem mais de 200 arquivos de imagens usadas no jogo), deixando a preocupação focada na história dos personagens, músicas e gráficos do que nas cenas adultas em si, algo notável na época. Seguindo o mesmo modelo de Kanon, a Key lança um ano depois o jogo AIR, também um dos mais notáveis.
O terceiro jogo da empresa, Clannad (E o jogo com a mais recente versão em anime até a data desta matéria) seguiu um esquema um pouco diferenciado, já que o jogo em si fora lançado em versão ALL AGES (ou seja, nada de cenas pesadas), além de ter sua data de lançamento adiada por dois anos (Planejado para sair em 2002, foi lançado em abril de 2004).
E... É impressão minha ou o fato da versão animada ter saído meio "desalinhada" teria alguma relação... ou foi só coincidência...? o.o;
Sete meses depois de Clannad, outro "jogo" da Key, também sem cenas adultas, fora lançado. A Kinetic Novel Planetarian, primeiro jogo a receber a etiqueta (e qualificação) "KineticNovel", trata de um conto pós-apocaliptico no qual o usuário se limita a ler a história. E, mesmo assim, o jogo alcançou um grande reconhecimento, dentro e fora do Japão, graças a tradução do jogo para o inglês concebido pelo grupo Insani.Pena que também foi um dos mais ilegalmente distribuídos devido a sua forma de venda (apenas por instalador via internet)...
E falando em problemas, o quinto jogo da Key foi feito em clamor dos fãs por mais Clannad (Ou talvez por cenas adultas em Clannad...)...
Tomoyo After - It's a wonderful life, lançado em novembro de 2005, é uma espécie de sequência de Clannad, mas expandindo o cenário da personagem Tomoyo (mais do que uma continuação da história em si). E, notavelmente, possui as cenas tão esperadas... Talvez a "surpresa" de Clannad que não fosse o esperado pelos fãs... É muito difícil agradar a todos, sabe como é...
Bem, e então, chegamos ao sexto trabalho da Key, Little Busters!
Lançado em 27 de julho de 2007, o jogo, embora não contivesse cenas de sexo, possuia cenas pervertidas (Ou, como muitos chamam, cenas ecchi), sendo o 1º jogo da key com tais características. E, em 25 de julho de 2008, a Key lança Little Busters! extasy, a versão adulta do jogo, mas não tão somente pelas cenas "esperadas", mas também por características mais agressivas colocadas na história, além da adição de uma nova personagem. Ah, também foi o 1º jogo da Key a ocupar dois DVDs (Não, não me refiro a um DVD Dual Layer, e sim 2 DVDs normais mesmo)...
Em 1º de abril de 2008, a Key anuncia o lançamento do sétimo e seu mais recente trabalho: Rewrite.
Apesar da data de anunciamento, o mais novo lançamento da Key (Ainda sem data pra sair) conta com o trabalho de Ryukishi07 (criador original dos jogos da franquia Higurashi no Naku Koro ni) para escrever os cenários deste jogo - E isso não é mentira!
O impacto da Key
Pode soar estranho, mas muitas das influências das Visual Novels hoje aplicadas vieram de "fórmulas-que-deram-certo". No caso da Key, não foi lá diferente...Isso porque, ainda na época da TATICS, o jogo predecessor de One, MOON., teve uma baixa vendagem em relação a Dõsei. Um fato deveras curioso, em se tratando de MOON., que possuia uma personagem principal feminina (Muito raro em jogos do tipo) e história que "passava bem longe" da estética de "Scholl life" (presente na maioria de jogos semelhantes) e de temática mais "adulta"... Vai entender...
E, interessante notar, a maior parte da equipe fundadora da Key estava presente no desenvolvimento de MOON., de modos que muitos consideram este jogo como praticamente da Key, assim como One.
Devido a estes problemas, One fora desenvolvido com o intuito de ser semelhante a To Heart (da Leaf). A influência exercida por To Heart na Tatics teria gerado uma "fórmula" para um jogo: A metade inicial do jogo é movida num estilo comédia, com um desenvolvimento romântico seguido de uma trágica separação no decorrer do desenvolvimento, encerrando com uma reunião emocionante.
Jogos que se usam desta fórmula são conhecidos como "crying games" (Algo como "jogos de choro"), já que intuitavam fazer o jogador sentir pena dos personagens e fazê-los chorar nos cenários mais trágicos, o que servia para causar um impacto maior ao jogador ao terminar o jogo. Foi com esta fórmula que One foi lançado. E, com esta mesma fórmula na bagagem, a Key desenvolveu e lançou Kanon...
Na verdade, este modo de formular as histórias dos jogos, iniciada com One e usada pela equipe da Key desde Kanon, chegou até mesmo a influenciar o modo como as Visual Novels eram desenvolvidas. De modo que muitos desenvolvedores pegaram carona nessa fórmula. Jogos como Memories Off, Kana: Little Sister e Da Capo são exemplos dessa influência.
Apesar de tudo ter "começado" com One, pode-se dizer que a Key (Ou, como seria mais correto dizer, os membros componentes da Key) teria sido percussora do modo como as histórias são contadas em visual novels hoje em dia...
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1 comentários to "Matéria especial Key/Visual arts e um ano de "Broken Hearts"!"
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Saudações
Alberto, sua parte da matéria também está impecável.
O Leandro postou no "NETOIN!". E lá ele escreveu que não poderá entrara na net esta noite, e que era para eu passar os parabéns para você por ele.
Ah... E mais uma coisa...
Feliz aniversário para o "The Key of the Broken Hearts"!
Até mais!